sexta-feira, 13 de maio de 2011

Gravidez


Pré-Natal

Durante a gravidez, muitas mudanças acontecem no corpo da mulher fazendo com que esse período exija cuidados especiais. Alias são nove meses de preparo para o nascimento do bebê, E é importante que toda a gravidez as futuras mães sejam acompanhadas por profissionais de saúde.  
Com os exames médicos realizados no pré-natal, é possível identificar e reduzir muitos problemas de saúde que costumam a atingir a mãe e seu bebê. Doenças, infecções ou disfunções podem ser detectadas precocemente e tratadas de forma rápida, o o ideal é a mãe já iniciar o pré-natal no primeiro  trimestre, assim que souberem da gravidez. Pois as consultas e exames permitem identificar problemas como hipertensão, anemia, infecção urinária e doenças transmissíveis pelo sangue de mãe para filho, como a AIDS e a sífilis. Algum desses problemas podem causar o parto precoce, o aborto e até trazer consequências mais sérias para mãe ou para seu bebê. 

Inchaço na Gravidez

Chamado pelos médicos de edema, acomete principalmente os membros inferiores no ínicio do sétimo mês de gestação. Isso acontece pela retenção de líquidos normal da gravidez e pelo útero que acompanhando o crescimento do bebê, começa a comprimir os vasos localizados na região pélvica (bacia), prejudicando o retorno do sangue que está nas pernas.
Para entender melhor, o sangue circula todo por vasos e é o coraçãi quem bombeia esse sangue, que quando está nos pés e pernas tenta retornar ao coração encontrando resistência, pois os vasos da região pélvica estão comprimidos pelo útero. O excesso de líquido que estava no sangue, ao encontrar a resistência do retorno, extravasa pela parede dos vasos, causando o inchaço dos pés e pernas.

Não se desepere
Esse é um inchaço normal da gravidez e que as mamães podem ficar despreocupadas, um trabalho de prevenção pode diminuir ou até nem deixar que o inchaço apareça.
O ideal é seguir algumas instruções antes mesmo de engravidar, excesso de peso facilita o aparecimento do inchaço, assim como o tabagismo e alimentação inadequada. Estar em forma com o peso e com a saúde tanto antes quanto durante a gestação é uma forma de evitar o inchaço.

Maneire no sal
Para amenizar o problema do inchaço, a mulher deve reduzir o sal da alimentação, pois o sal é um dos fatores de retenção de líquidos que leva a um maior inchaço.
Fazer caminhada e hidroginástica com recomendação médica também ajudam a aliviar esse mal. O uso de meia elástica pode ajudar, mas são muito quentes para se usar no verão.
Normalmente o inchaço aparece ao fim do dia, quando a mulher permaneceu muito tempo em pé ou sentada. a dica é elevar as pernas durante a noite, colocando-as em cima de um banquinho ou coloque um travesseiro embaixo do colchão para as pernas ficarem levemente erguidas, pois isso ajuda no retorno do sangue e o sistema circulatório funciona melhor.
A mamãe deve ficar atenta se o inchaço for intenso, principalmente se afetar muito as mãos, braços e rosto, se o ganho de peso for grande, quando houver formigamento dos braços, limitação de movimentos dos dedos das mãos e dor na região da nuca. Pois são sinais de problemas renais como diabetes gestacional ou pressão alta que podem aparecer isoladamente ou em conjunto. Essas alterações são perigosas para a mãe e para o bebê.

Estrias pré e pós

Um fator determinante no aparecimento das estrias é a hereditariedade; de 70% a 90 % das gestantes terão uma marquinha esbranquiçada durante e depois das quarentas semana da gestação, e infelizmente essas marcas horrorosas na pele são algo comum mais após a gravidez.
É sabido que vovós, amigas ou conhecidas que já tiveram seus bebês sempre têm uma boa "receitinha" para que a futura mamãe se proteja contra as temidas estrias. Uma dessas dicas é a aplicação de manteiga de cacau no adbômen, seios e coxas, são regiões mais afetadas por essas marquinhas.

Conselhos para minimizar as estrias
A vitaminha E é uma das substâncias que mais tem eficácia na prevenção das estrias, pois mulheres que usaram hidratantes contendo alfatocoferol desenvolveram menos estrias.
Durante a gravidez, o ideal é engordar somente o recomendado para evitar o excesso estiramento da pele, bebendo muita água ajuda a hidratar a pele por dentro que é o mais essencial. O "efeito sanfona" no corpo é extremamente maléfico, sendo um prato cheio para surgimento das estrias.
Outra recomendação importante: cuidado ao utilizar o hidratante nos seios, pois é uma região sensível e os mamilis estão se preparando para amamentação, o uso do hidratante pode deixá-lo com apele mais fina podendo ser causa das rachaduras durante a amamentação.


Infecção urinária

Umas das alterações comuns que acomentem a mulher durante a gestação é a infecção que atinge de 10 a 20% das gestantes. As mamães devem ficar atentas ao primeiro trimestre da gestação, periódo que normalmente aparecem os sintomas dessa alteração.
A presença de glicoso na urina da mulher grávida aumenta devido alterações hormonais que ocorrem nesse período deixando a uretra uma ambiente mais propício à proliferação de bactérias. Além disso, o hormônio progesterona que oferece condições da mulher ficar grávida relaxa os músculos da uretra diminuindo a velocidade do fluxo da urina dos rins para a bexiga aumentando os fatores favoráveis à proliferação de bactérias. Lembrando também que durante a gestação a resistência da mulher fica mais baixa sendo mais fácil o ataque de qualquer microorganismo.
A forma menos agressiva da infecção é a cistite, localizada na bexiga e a infecção mais grave é a pielonefrite localizada nos rins. As toxinas liberadas pelas bactérias desse tipo  mais grave de infecção podem causar contrações do útero levando ao trabalho de parto prematuro, abortamentos, hipertensão arterial, morte do beê e até mesmo da mãe quando a infecção se torna severa e generalizada.

Como evitar a infecção?
Como sempre, o pré-natal é essencial para que se tenha uma gestação mais saudável, em que busca evitar qualquer tipo de complicação. Nele o médico pede os exames de urina de três em três meses, diagnosticando a infecção urinária o mais precoce possível.
Existem algumas medidas que a gestante deve realizar para prevenção da infecção, como bebeer líquido durante todo o dia (de 1 a 2 litros), outra recomendação é ir ao banheiro com mais frequência não segurando o xixi (principalmente depois das relações sexuais).
O tratamento da infecção é feito com antibiótico indicado pelo seu médico para que não afete o desenvolvimento do bebê, pelo menor tempo possível, mas que seja um tempo seguro para um tratamento acertado e eficiente.


Desejos alimentares

Esquisitice no meio da madrugada. E coitado do marido que não satisfazer os desejos da sua mulher. O filho poderá nascer com a aparência do alimentação desejado ou com alguma características que lembre o desejo não satisfeito. Já imaginou seu filho com cara de mortadela? Grande parte acha que é mero capricho da mulher grávida, mas há fatores que podem determinar os desejos das gestantes em relação a essas esquisitices. Isso acontece geralmente no início da gestação podendo durar mais tempo.
Muitos elementos da gravidez podem gerar a vontade por comidas estranhas, a maioria das vontades tem como causa fatores hormonais, ou seja, as alterações dos hormônios que no início causam enjôo podem desencadear os desejos esquisitos.
Os hormônios prolactina e progesterona são os maiores responsáveis pela alteração do hapitite e a mudança do ph da boca, levando a gestante comer alimentos que antes não gostava, não comer suas comidas preferidas ou mesmo os alimentos com sabores estranhos. Especialistas relatam que carências nutricionais levam o cérebro da gestante a procurar alimentos que contenham os nutrientes estando em falta no organismo da mulher e que o bebê que está se formando pode precisar para seu pleno desenvolvimento. Por isso das misturas estranhas.

Carinho redobrado à mamãe
Há ainda o fator de insegurança e carência que a mulher grávida sente durante o período gestacional. A futura mamãe quer atenção sempre, principalmente do seu companheiro. A sensibilidade está à flor da pele, a mulher se sente feia e gorda, precisando do carinho de quem está a sua volta.
Essa sensibilidade provoca o desejo estranho da gestação e põe "à prova" a atenção do companheiro que tem que se desdobrar para realizar o desejo da amada. Assim, a futura mamãe se sente mais segura já que seu companheiro fez de tudo para satisfazê-la.
E um últomo fator que pode desencadear os desejos da mulher grávida é que comer libera substâncias no organismo que dão prazer e melhoram o humor. Só cuidado para não engordar mais o que deve, o ideal são ccerca de 12 quilos para não afetar a saúde da mamãe e do bebê.
Caso o desejo não seja satisfeito, não tem problema algum. O bebê não nascerá com a aparência do alimento desejado ou com alguma característica que lembre. O bom é procurar um nutricionista para que a preocupação com alguma carência nutricional seja zerada e um pré-natal realizado direitinho acabará as dúvidas.

Dores na coluna

Uma das maiores queixas das mulheres durante a gestação é a dor na coluna. Algo perfeitamente compreensível, já que a mulher grávida enfrenta uma série de transformações no corpo, principalmente grandes alterações hormonais.
As mudanças de níveis dos hormônios deixam os ligamentos do corpo da gestante mais elásticos e com maior mobilidade, tornando as articulações mais frouxas. Por isso, as articulações frouxas e em conjunto com aumento de peso podem ocasionar dores em quadris, hoelhos, tornozelos e especialmente na coluna.
Na tentativa de amenizar o peso, muitas mães colocam a barriga para a frente e o quadril para trás, acentuando a lordose normal do corpo e piorando as dores nas costas. As futuras mamães sedentárias são as mais propensas a terem dor nas costas para suportar peso extra. 

Atividades físicas
Como já não é novidade, a melhor solução para não sofrer tanto na coluna é a mulher começar a prática de exercícios físicos antes mesmo de engravidar, embora isso nem sempre seja possível, pois muitos bebês "aparecem" sem planejamento.
A realização de exercícios durante a gravidez, não exagerando no excesso de peso e a adoção de postura correta durante o sentar, carregar peso e dormir, previnem as dores na coluna. Ao sentar a mulher deve manter a coluna ereta em uma cadeira confortável, não carregar objetos pesados e dividir nas duas mãos, dobrar o joelho e não a coluna ao pegar algo no chão, e dormir de lado com travesseiro entre as pernas são medidas importantes na prevenção de dores na coluna.
Lembre-se, faça exercícios recomendados por um profissional qualificado e especialista em gestantes. Atividades programadas por profissionais não capacitados podem ter efeito contrário. A hidroginástica e a caminhada são atividades recomendadas para as futuras mamães.
O ideal é a prevenção das dores de coluna, mas ao aparecimento de qualquer dor durante a gestação, procure seu médico e peça orientações de como proceder sem causar danos à sua saúde e a do bebê.

Sexualidade na gestação e no período pós parto

A transformação do papel mulher-amante em mãe-mulher-amante não é nada fácil para a imensa maioria das pessoas. Por mulher-amante entendemos uma figura feminina voltada para si e para seu parceiro; ela tem tempo e grande preocupação em cuidar de si mesma e do outro, pode e quer se arrumar, praticar esportes, vivenciar a moda, curtir programas noturnos, restaurantes... Enfim, namorar. A chegada de um bebê, uma avalanche em qualquer família mesmo sendo a melhor e mais emocionante avalanche do mundo, transformação essa "namorada", subitamente na pessoa mais importante e responsável pela nutrição, carinho, crescimento e saúde de um ser que sequer existia até alguns meses atrás, mas ressaltando novamente um 'serzinho' novo que não era, até então, o foco do desejo sexual daquela mulher.
Após a famosa "quarentena" - período de cerca de 30 a 40 dias pós-parto em que não se deve ter relações sexuais - temos que mostrar aos nossos companheiros  que a aquela mulher-amante não morreu! Na verdade os parceiros aguardam ansiosamente por esse grande dia, o dia da libertação! Muito deles estiveram cultivando um jejum sexual desde os últimos meses da gestação, pois poucas mulheres conseguem ter relações normais até o parto, onde encontrem satisfação que sobreponha os incômodos da fase final da gestação. A ansiedade que banha esse momento de reestreia sexual no casal é grande; o marido sonha em reencontrar a mulher-amante, mas ela sabe que esse reencontro não será fácil.
A puérpera - nome dado à mulher que deu à luz recentemente - enfrenta uma redução muito acentuada na libido. Diversos fatores podem explicar tal situação, muitos relacionados aos altos níveis de prolactina, hormônio responsável pela manutenção do aleitamento, mas que também causa secura vaginal e diminuição do desejo sexual. Outros fatores estão relacionados ao cansaço próprio desta fase de grande privação de sono e também ao processo de cicatrização dos procedimentos utilizados no parto, quer tenha sido a episiotomia do parto normal ou a incisão cirúrgica da cesariana. A natureza nessa fase é bastante sábia: ela dificulta ao máximo a atividade sexual, reduzindo a libido, promovendo secura vaginal e dor ao ato sexual pela secura extrema, deixando a paciente num grau de cansaço que quando ela se deita, só pensa em dormir... tudo isso para evitar que ocorra a relação e, consequentemente que a mulher engravide novamente. Mas porque tudo isso? Porque se a mãe engravidar agora, o aleitamento será interrompido, já que a gestante poupa seu organismo em benefício do crescimento do embrião. Então, para não engravidar com 100% de segurança, só praticando a abstinência sexual!
E o relacionamento, o casamento, como ficam perante essa situação? É aí que começa o papel mulher-maravilha: precisamos ser mães e donas-de-casa em tempo integral, já que a função abençoada não respeita finais de semana ou feriados e funciona 24 horas por dia; somos grande parte das vezes profissionais que não querem e nem podem abandonar suas carreiras em nome dos pimpolhos (afinal não estudamos e investimos tanto em nós mesma até hoje para nos limitar a trocar fraldas e dar mamadeiras) e por fim somos aquelas mulheres-amantes por quem nossos companheiros se interessaram e decidiram abraçar o projeto bebê. Podemos execer o papel de mãe automaticamente, por instinto mesmo. Retomar a carreira profissional, às vezes requer um esforço pessoal razoável.
Neste momento o papel ginecologista que acompanhou e acompanha a paciente é de suma importância: explicar tudo o que vimos acima com clareza e disposição para ouvir sua paciente, sugerir algumas mudanças no cotidiano que facilitem a readequação da mulher nesses 3 papéis vitais e, além disso, reconhecer alguns sintomas comuns dessa fase distinguindo a tristeza ou "blues" puerperal normais da famigerada depressão pós-parto. O bom relacionamento médico-paciente é fundamental. Ouvir a paciente , conversar abertamente sobre essas questões e explicar conceitos médico-cientificos que estão rodeando questões enfrentadas por todas as mulheres, facilitam a passagem por este período turbulento e tornam nossa mãe-mulher-amante-paciente muito mais feliz e realizada.

Alimentação da gestante

Constantemente diversos mitos relacionados a alimentação durante a gravidez são abordados na mídia, porém é preciso cautela para escolher um boa dieta e não prejudicar o desenvolvimento do feto. Uma boa alimentação durante a gestação previne a mãe de patologias que podem aparecer a longo prazo.

O consumo de calorias, vitaminas e minerais deve ser maior entre as mulheres grávidas. Para que o peso não ultrapasse a normalidade, o acréscimo de energia deve ser apenas 300 kcal diárias (na média), o que corresponde a dois copos de leite desnatado. Durante a gestação é preciso encontrar um equilibrio, alimentos que são fontes de açucar, bem como óleo e gorduras devem ser ingeridos moderadamente. O excesso de sal e de alimentos indigestos como pepino, pimentão, melancia, pimenta e entre outros devem ser evitados. Café e bebidas alcoólicas também não devem ser consumidos.

Para que esse aumento de calorias seja atingido, a gestante deve fazer de seis a oito refeições por dia, dando preferência ao consumo de frutas, legumes e verduras. Um jejum prolongado favorece a formação de corpos cetônicos, ou seja, as substâncias químicas produzidas pela decomposição das gorduras, quando constituem o único substrato energético da gestante e que pode causar, quando efeitos deletérios para o feto.

No período de formação do bebê, o corpo da mãe utiliza uma parte de líquidos e energia oriundas da alimentação que ajudam no crescimento e na manutenção dos artifícios que protegem o feto, como a placenta e o líquido amniótico. A outra parte da energia fica retida em forma de gordura, localizando-se no abdômen, costas e coxas, sendo utilizada no decorrer da gravidez e do aleitamento. Porém, caso haja um exagero no consumo de calorias, a energia ficará armazenada como gordura localizada. 

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