quinta-feira, 25 de outubro de 2012

continuação...
 
Saúde da Mulher
Prof° José Pinotti.

"Vamos continuar falando sobre nós mulheres, nossos direitos, nossos interesses, e o mais importante nossa saúde." Bora lá?

Direito da Mulher à Saúde

Os direitos da mulher não são iguais aos do homem?
Perante a lei, sim. A nova Constituição Brasileira, em seu artigo 5°, garante que "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza" e, mais ainda, que "os homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações". Na prática, infelizmente, nem sempre é assim - o Código Civil Brasileiro, por exemplo, limitava de forma autoritária os direitos da mulher na sociedade e privilegiava o homem, a quem cabe a chefia da sociedade conjugal e a administração dos bens do casal. Isso felizmente mudou, a nova Constituição, no artigo 226, diz que "os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher."
 
Se a lei garante a igualdade, por que a mulher ainda é considerada inferior ao homem?
Esse é um preconceito que vem de séculos. Criou-se, sem nenhum fundamento, a imagem de que o parto e a amamentação tornam a mulher menos capaz que o homem, principalmente em relação ao trabalho. Essa discriminação é notória na sociedade e penetra no sistema de saúde, especialmente do Terceiro Mundo, tendo como consequência a marginalização da mulher que não têm sido priorizada nas suas necessidades de saúde.
A prioridade é dada sempre à saúde da criança e do homem - força de trabalho, é elemento fundamental para subsistência da família. O sistema tradicional de saúde considera a mulher importante apenas no exercício da sua função reprodutora, isto é, quando ela está grávida.
 
O que a mulher pode fazer para mudar sua situação?
A partir do ínicio desse século, com o crescimento das cidades, a industrialização e a vinda de migrantes de outros Estados para as grandes metrópoles, a unidade familiar tem se alterado - Ocorreu uma nova forma de dominação da mulher, a qual, além de subjulgada em casa pelo pai ou pelo marido, passou a ser desvalorizada também enquanto força de trabalho, quase sempre ganhando menos que o homem.
Somente nas últimas décadas ela começou a procurar com mais insistência meios de sair dessa situação. Não existe nenhum outro exemplo na História em que uma classe, grupo ou segmento social dominado tenha conseguido libertar-se por paternalismo ou generosidade dos dominantes.
A única solução possível para os dominados têm sido a união e a força para substanciar uma luta contínua e difícil. Por isso, as mulheres reconhecem hoje essa necessidade e empreendem um movimento, cujo objetivo é alcançar direitos e oportunidades iguais aos dos homens - Movimentos como feminista são importantes para se conseguir a igualdade de direitos.
 
Quais são esses direitos?
No caso da saúde, todas as mulheres solteiras, casadas, com ou sem filhos, grávidas ou não devem ter acesso a cuidados médicos básicos, dirigidos à prevenção, detecção precoce, tratamento e reabilitação de doenças e problemas de saúde a que estão expostas.
A condição feminina inclui ainda, entre outras, questões relativas à sexualidade, ao trabalho e à igualdade social, que, embora transcedam ao setor de saúde, passam necessariamente por ele.
 
O planejamento familiar não é um desses direitos?
Claro, ter filhos não é uma obrigação das pessoas, também não é uma imposição da natureza que, obrigatoriamente deve ser consequência do relacionamento sexual. Ao contrário, qualquer decisão a respeito é um direito do ser humano, cabendo a ele a livre escolha de ter filhos ou não. Por isso, o planejamento familiar é considerado um direito humano fundamental.
Até a ONU - Organização das Nações Unidas reconheceu esse direito, em Assembléia Geral, com a presença de 84 países, entre eles o Brasil. Os casaistêm direito humano fundamental de decidir, livre e responsavelmente, quanto ao número de filhos e quanto ao espaçamento da reprodução, como têm o direito de obter instrução e orientação adequadas a respeito.
Por isso, o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher, considera o planejamento familiar uma de suas prioridades, ao lado de outras ações que visam à saúde como assistência ao parto, ao aleitamento natural, à gestação, à menopausa e a infertilidade. Hoje a laqueadura é permitida por lei para as mulheres com mais de 25 anos e dois filhos.
 
O planejamento familiar é um "problema da mulher"?
Não, assim como o casal faz sexo junto, cabe ao homem e à mulher, igualmente juntos, participar da tomada de decisão em relação à reprodução e, também, à prática da anticoncepção. O homem não pode omitir-se de discutir isso com a mulher e de participar, utilizando os métodos adequados a ele, deve expor seu modo de pensar, respeitando o direito que ela tem de pensar de modo diferente.
 
E o aborto?
A legislação brasileira só permite o aborto em duas situações: quando ele é necessário para salvar a vida da mãe e nos casos em que a mulher engravidou em decorrência de violência sexual. Nos casos que a mulher tem direito ao aborto, os obstáculos que se apresentam são tantos, com tal resistência dos médicos e do pessoal de saúde, que dificilmente uma mulher consegue uma interrupção legal da gravidez.A gravidez indesejada resulta, com frequência, num problema médico-sanitário da mais alta gravidade: o aborto provocado. Como este tipo de interrupção da gravidez não é aprovado por lei, não existem estatísticas oficiais a respeito. Ou seja, não se sabe quantos abortos são feitos por ano no Brasil, eles são muitos, feitos de forma clandestina, com sérios riscos para a mulher.
A cladestinidade do aborto faz com que está intervenção seja feita, na maioria das vezes, sob as mais precárias condiçõesde higiene e assepsia, daí decorre grande número de infecções, hemorragias, choques tóxicos e outras complicações. E infelizmente, por maior que seja o esforço das equipes de saúde, muitas vezes não há como salvar a vida da mulher com complicações graves, decorrentes de um aborto malfeito.
Por isso, o planejamento familiar se mostra como a principal solução para reduzir a incidência de abortos e, deste modo, diminuir também as complicações e as mortes decorrentes. É preciso também romper as barreiras que se opõem à obtenção do aborto quando ele se enquadra na lei, e ainda ampliar o leque de situações em que o aborto não seja considerado crime perante a lei.
 
Eu sou extremamente contra ao aborto, portanto tem alguns pontos que eu não concordo nesse trecho. O aborto que seja perante a lei ou não, sempre vai ser um crime, pois o ser humano tirar a vida de um serzinho é totalmente ilegal!
 

Saúde da Mulher e educação sexual

Educação sexual é uma questão de saúde?
Não é uma questão só de saúde, é uma questão mais ampla que envolve diversos setores da sociedade. Mas o setor da saúde têm sido um dos mais envolvidos quando se abordam as questões de sexo, pois é impossível desvincular da prática sexual os aspectos da reprodução, do planejamento familiar, etc. 
Também é na área da saúde que estão os profissionais (médicos, enfermeiras, psicólogos e assistentes sociais) que frequentemente são procurados para esclarecimentos e orientações, quando as pessoas sentem dificuldades com relação à vida sexual. Temos ainda que considerar que, se saúde significa um estado de completo bem-estar, uma pessoa que entenda ter uma sexualidade inadequada ou insatisfatória não pode se sentir de todo saudável.
 
Apenas as mulheres necessitam assistência ou educação sexual?
Não, homens e mulheres t~em direito ao conhecimento de como funciona seu corpo, têm o direito de conhecer as causas e consequências de sua atividade sexual, de como agir para que esta atividade seja agradável, plazerosa e saudável.
 
Mas são as mulheres que mais frequentemente se queixam de que sua vida sexual é inadequada?
São, e isto é consequência da falta de esclarecimentos que temos acerca do funcionamento de nossos organismos, da crença inadequada de que sexo é uma atividade destinada só a ter filhos, e que a satisfação sexual não é ão necessária para as mulheres como é para os homens. Desde criança, as mulheres são ensinadas a resignar-se a aceitar uma vida sexual não realizadora, a não questionar sobre estes assuntos, como se fosse pecado fazê-lo. Na medida em que as mulheres deixam de aceitar essa verdadeira dominação, em que passem a sentir-se pessoas independentes, elas passarão a entender que a satisfação sexual é um direito de todos, homens e mulheres.
 
Então, as mulheres têm mais problemas na vida sexual que os homens?
Se considerarmos que "problemas" são a constatação de que a vida sexual não é completamente satisfatório sim, Os homens "podem" aprender mais sobre sexo que as mulheres, ainda que este aprendizado seja por vezes incompleto, e em geral egoísta, pois não considera o prazer da mulher que tem que se responsabilizar pela gravidez, que tem que usar métodos anticoncepcionais, às vezes sofrendo seus efeitos colaterais ou tendo temor de engravidar. É ela que sofre os efeitos destes fatores que influenciam negativamente a sua vida sexual.
Homens e mulheres não são identicos em seu comportamento sexual, no funcionamento de seus corpos. Se a mulher já tem escasso conhecimento das particularidades de seu organismo, este conhecimento é ainda menor por parte dos homens, tanto a respeito deles mesmos, quanto a respeito de suas parceiras.
 
E como resolver estes problemas de nossa vida sexual?
Os profissionais de saúde estão progressivamente aprendendo a orientar estas discussões, a esclarecer os pontos de desconhecimento que as pessoas têm. Uma pequena minoria das pessoas com problemas sexuais apresenta condições que exigem tratamento físicos ou psicológicos, uma vez que identificadas estas condições, é perfeitamente possível tratá-las, geralmente com ótima recuperação.
A solução mais eficiente dos nossos problemas sexuais se consegue, sem dúvida, pela prevenção. A educação sexual, com informações precisas e oroientação adequada desde a vida escolar é sem dúvida o melhor instrumento para possibilitar uma vida sexual realizadora e saudável para todos, homens e mulheres. 
 
Pré-natal, parto e puerpério
 
O que acontece logo após a fecundação?
Quando o espermatozóide fecunda o óvulo, forma-se o ovo. Isso ocorre normalmente nas trompas da mulher. Logo após a fecundação, ovo começa a se desenvolver através da reprodução de células, saí das trompas e se desloca para o útero. Sete a dez dias depois da fecundação, ele adere à parede interna do útero, que já está preparada para recebê-lo (sabe-se hoje que em torno de um, de cada três ovos, não consegue se fixar no endométrio, e é eliminado com a menstruação, sem que a mulher perceba o que aconteceu). Nas primeiras oito semanas o ovo é chamado de embrião, e depois desse período até o nascimento é chamado de feto.
 
O que é placenta e qual a sua função?
É um órgão formado a partir das células da mãe e do embrião, que vai se desenvolvendo simultaneamente com ovo. Ela é a principal ligação entre a mãe e o feto durante a gravidez, sendo responsável pela nutrição, respiração e proteção do feto. Tudo isso é feito com a ajuda dos chamados anexos placentários.
 
Quais são os anexos placentários e que papel eles desempenham durante a gravidez?
São as membranas ovulares e o cordão umbilical que faz a ligação entre o feto e a placenta, por ele circula o sangue do feto, levando assim alimento, oxigênio e tudo que ele precisa para se desenvolver. Já as membranas ovulares são responsáveis pela proteção do feto. Eles se desenvolvem e formam uma bolsa (a mesma que se rompe antes do parto), que contém um líquido chamado aminiótico, onde o feto fica submerso durante toda a gestação.
 
A gravidez é uma doença?
De forma alguma, a gravidez é um processo desenvolvimento que forma um novo ser. Muitas pessoas associam gravidez a uma doenã porque, durante esse período, a mulher fica mais sensível aos problemas da saúde, tanto do ponto de vista biológico quanto do psíquicos. Isso porque no período de gestação, os problemas são duplamente prejudiciais, tanto para a mãe, quanto para o bebê. Por este motivo, é importante que a mãe seja assistida de perto por médicos do serviço de saúde. Os serviços de saúde devem estar organizados para realizar o acompanhamento pré-natal de todas as mulheres grávidas.
 

 
Porque o pré-natal é tão importante?
O objetivo é garantir na medida do possível, que toda gestação resulta em uma mãe e filho sadios. O trabalho baseia-se em ações de prevenção e tratamento de possíveis doenças. Durante todo o pré-natal são realizados consultas médicas, programas de educação e apoio emocional, isto tudo prepara adequadamente a mulher para o parto e para os cuidados com o recém-nascido, inclusive o aleitamento materno.
 

 
Quando se deve começar o pré-natal e qual a sua duração?
Quandto mais cedo se inicia o pré-natal, maiores os benefícios para a mãe e para a criança. Por isso, recomenda-se que, tão logo a mulher suspeite de uma gravidez, procure-o serviço de saúde para fazer os exames e começar o pré-natal.
 
Como são feitos os exames?
Na primeira consulta, o médico faz um exame físico cuidadoso, traça um perfil histórico-clínico da paciente (doenças que já teve e problemas de saúde na família) e solicita exames de laboratório. Isto tudo para verificar se a gestação é normal ou se apresentará algum problema (as chamadas gestação de alto risco), o que exigirá acompanhamento especializado. As próximas consultas vão avaliar se a criança está se desenvolvendo bem e identificar o eventual aparecimento de problemas. Neste período, as ações educativas são muito importantes em todas as consultas. Este trabalho pode ser desenvolvido através de grupos de gestantes ou individualmente.
 
Por que dividir o atendimento entre gestação normal e de alto risco?
O serviço público divide o atendimento conforme os níveis de risco da gravidez, para tentar suprir as necessidades de 100% das gestantes. Assim, as mulheres que apresentam a gestação normal são atendidas nos Centros de Saúde próximos de sua casa, já as mulheres que apresentam problemas são encaminhadas para os ambulatórios especializados, capazes de realizar um acompanhamento mais intenso e eficaz durante toda a gravidez.
Essa estratégia é utilizada em muitos países do mundo desenvolvido. No Brasil, ela é importante, porque permite aproveitar mais e melhor os poucos recursos disponíveis. Apesat de tudo isso, a atenção pré-natal entre nós ainda está muito distante do ideal. Há muitas deficiências, principalmente nas regiões carentes, como Norte e Nordeste, nas regiões Sul e Sudeste, elas s~~ao menores mas mesmo assim consideravéis.
 
O que se considera uma gestação normal?
Podemos dizer que 90% das gestações são normais esto é, não apresentam nenhum pproblema durante os nove meses de gestação e também no momento do parto. Nestes casos, o trabalho de parto e o nascimento da criança ocorrem num período compreendido entre 38 a 41 semanas, contadas desde o início da última menstruação. Estas crianças geralmente nascem saudáveis com peso adequado (superior a 2,5kg) e, em poucos dias pdem deixar o hospital, juntamente com a mãe.
 
Quais os fatores que podem complicar uma gestação?
Cerca de 10% das gestações podem não ter uma evolução tão satisfatória, existem muitos fatores que podem complicar a gestação. Entre eles, podemos citar: condições de saúde da mãe (pressão alta, diabetes e infecções), problemas na gravidez e no feto (sangramento e incompatibilidade do sistema Rh e má formação), também um acompanhamento ineficiente do serviço de saúde (pré-natal insuficiente e tratamento inadequadode moléstias). Todos estes fatores contribuem para a ocorrência de nascimentos prematuros, recém-nascidos com baixo peso, e infecções.
 
Atualmente, o número de cesáreas é muito elevado?
Sim, hoje em São Paulo, cerca de metade dos nascimentos é feita através de cesariana. Isto n~~ao ocorre em nenhum outro país do mundo. Na América do Norte assim como nos países da Europa, raramente a incidência de cesáreas alcança 25% do total de partos.
 
Em que condições a cesariana é indicada?
Deve ser utilizada apenas quando se mostrar uma alternativa mais segura à via vaginal, ou seja, ao parto normal - somente nos casos em que este se mostrar mais arriscado para a mãe ou para criança.
Pedir ao médico para marcar a data de uma cesária, apenas por vontade da mãe é totalmente errado, porque a cesárea é muito mais perigosa para a mãe e para o bebê que o parto vaginal, quandonão existem complicações, na gravidez ou no parto. Também a cesárea com data marcada aumenta o risco de parto prematuro, o melhor é esperar o momento que a natureza decide qual é a hora do bebê nascer.
 
Aleitamento Materno
 
 
 
Parabéns, seu filho nasceu forte e saudável, embora ainda seja indefeso e frágil. O desenvolvimento da criança, que começou dentro do útero materno, vai agora se completar fora dele. Lembre-se, um bom desenvolvimento depende, fundamentalmente, de alimentação. Além, é claro, de todos os outros cuidados, como higiene e educação.

 
Qual melhor alimento para o bebê?
Claro que é o leite materno, é um alimento completo. E se não bastasse isso, sendo o mais natural dos alimentos, o leite materno é também o mais higiênico, pois já vem limpo e na temperatura certa.
 
Como é o leite nas primeiras mamadas?
O leite materno que cmeça a ser formado durante a gravidez, chama-se colostro, é um líquido transparente, de cor amarelada. Após o parto, furante 3 ou 4 dias, a mulher continua produzindo o colostro, que é um leite muito nutritivo e capaz de proteger o recém-nascido de várias doenças.
 
Quanta vezes o bebê deve mamar por dia?

Preste muita atenção! Não existe horário para amamentar, ou tempo certo da amamentação. A criança não tem um relóginho na barriga e deve mamar sempre que chorar. E mais: o bebê deve mamar pelo tempo que quiser.
 

Existe modo especial para se dar de mamar?
Veja bem, antes de dar o seio a seu filho, lave bem as mãos com a água e sabão. Escolha um lugar tranquilo, onde haja pouca luz e pouco barulho, em cada mamada a mãe deve oferecer os dois seios, começando pelo que foi dado em último lugar na mamada anterior.
Não esqueça - no ato da amamentação, o contato físico da criança com o corpo da mãe é uma forma de "conversa" que permite a troca de amor e afeto entre a mãe e o filho.

E a águas e os chás?
Não é preciso preocupar-se com isso até o 6º mês de vida da criança. Pois o leite materno é um alimento tão completo que o bebê só precisa mamar. Não precisa beber água, chás ou outros leites. Acredite: o leite materno é tudo de que o bebê precisa.

Mas nenhum pouco de leite de vaca?
Não, pelo amor de Deus! Pois o corpo do bebê ainda está em formação, assim não tem condições de "trabalhar duro".
Alimentos de difícil digestão, como o leite de vaca, por exemplo, só trazem problemas para a criança. Nunca é demais dizer: amamentar é bom, é saudável, é aconselhável. De modo geral, amamentar não tem contra-indicações, além de todas as vantagens que você já viu, o leite materno tem mais uma qualidade: é de fácil digestão.

Que cuidados devem ser tomados com os seios?
A mulher que amamenta tem de cuidar dos seios para que eles sejam verdadeiramente o canal adequado de alimentos para o bebê. Além disso, os cuidados de higiene evitam rachaduras e dores na hora da amamentação.
Anote mais estes conselhos: tome alguns minutos de banho de sol nos seios, sempre que possível e não use sabão ou cremes hidratantes no bico do seio.

 
 
O aleitamento traz riscos para mulher?
Claro que não. O útero que foi bastante modificado durante a gravidez, volta ao normal muito mais rapidamente - a mulher que amamenta corre um risco menor de engravidar logo após o parto; e quem dá os seios ao filho tem muito menos chances de ter cancer na mama.
Amamente seu filho: você está dando a ele amor, carinho e proteção!
 
Como o corpo consegue produzir leite?
A mama que a gente conhece como peito ou seio, apresenta internamente um conjunto de 15 a 20 "cachos de uva", dispostos ordenadamente em seu interior, de modo que o "cabinho de cada cacho" fica na altura do mamilo.
Cada "uva", bem pequena, é ligada a outras e por estas a canais finos e curtos, que por sua vez se ligam a uma bolsa ou depósito de leite, que fica situado sob a região próxima a aréola, isto é, aquela parte mais escura em volta do bico do seio. E e todo este conjunto de 15 a 29 "cachos" se dá o nome de glândula mamária.
 
O leite então fica armazenado?
A produção do leite depende da sucção, portanto quanto mais o bebê sugar, mais leite será produzido e depositado debaixo da aréola. Daí a importância de se ter sempre a mama esvaziada, para que mais leite possa ser produzido. As glândulas mamárias se preparam para a produção do leite durante a gravidez, pela ação de alguns hormônios.
 
Como deve ser essa sucção?
O bebê deve sugar, abocanhando o mamilo e uma parte ou toda a aréola, para assim permitir melhor esvaziamento da mama e evitar fissuras oua rachaduras. A mãe pode ajudar com os dedos, para afastar o peito do nariz do seu bebê, a fim de que ele respire livremente.
 
Como saber se o leite está fazendo bem?
Basta ver quando você for ao Centro de Saúde, se o ganho de peso da criança está dentro do esperado. Atenção: fique de olho na urina do bebê, pois deve milhar as fraldas várias vezes por dia, isto é sinal de que a quantidade de leite ingerida é suficiente e você não precisa se preocupar.
Observe também se há vazamento de leite pela outra mama, isso é normal e significa estar havendo produção de leite e que ele está descendo.
 
Por que oferecer os dois seios?
Claro, para melhor esvaziar as mamas e, portanto tornar possível maior produção de leite. Além disso, oferecendo os dois seios, a criança recebe quantidade semelhante de nutrientes em cada mamada.
 
O bebê precisa arrotar após a mamada?
Precisa sim, aliás nunca se esqueça de colocar o bebê para arrotar ao trocar o peito e também ao final da mamada. Para isso, a criança tem de ser colocada em pé, apoiada no peito da mãe, que vai batendo levemente a palma das mãos em suas costas.
Um outro jeito é deixar o bebê de bruços, no berço. E não esqueça de mais esse conselho: ao amamentar, você deve tomar mais líquidos, pois faz muito bem o repouso entre as mamadas.
 
Qual a melhor posição para as mamadas?
Aquela que for mais confortável para você e seu bebê, mas nem tudo é simples. As vezes acontecem dificuldades e problemas, por exemplo, se seu mamilo for plano (achatado ou invertido).
 
O que fazer nesses casos?
Durante o pré-natal, a equipe de saúde deve ter avaliado se você tem o mamilo normal, plano ou invertido. Se isso não ocorreu, não se preocupe - os exercícios para corrigir mamilos planos ou invertidos podem ser feitos antes ou depois do parto.
 

Como são esses exercícios?
Nesses exercícios são feitos na aréola, o mais próximo possível do mamilo, utilizando as duas mãos com os polegares e ao mesmo tempo, faça movimentos para a esquerda e para a direita, para cima e para baixo. Feito duas ou três vezes por dia, esses movimentos podem tornar o mamilo normal, o que permitirá amamentação mais tranquila.
 
 
E se os seios ficarem empedrados?
Para evitar essa situação, alguns cuidados devem ser tomados. Um deles é o uso de sutiãs que dêem maior sustentação aos seios, para permitir que os canais do leite sejam mantidos retos, o que levará um melhor esvaziamento das mamas. Outra providência é começar a mamada pelo peito que estiver cheio, se o seio estiver muito duro, tente aliviá-lo através de esvaziamento ou ordenha manual.
 
Como é feito esse esvaziamento?
Pode ser feito de duas maneiras:
- Você apalpa a mama, procurando os pontos endurecidos e doloridos (locais onde há acúmulo de leite). Localizados esses pontos faça massagens com as pontas dos dedos, para que o leite saia pelo bico do seio, e quando não sentir mais dores é sinal de que não há mais leite acumulado.
- Sustente a mama com as duas mãos e empurre o leite com os polegares, fazendo correr os dois dedos em direção ao mamilo, mantendo a mesma pressão.
Atenção: o esvaziamento deve começar pelos depósitos situados sob a aréola, pois com leite acumulado ela se torna endurecida, distendida e plana, dificultando a sucção.
 

 
E quando surgem rachaduras?
Faça o bebê sugar o seio corretamente, isto é, abocanhando inclusive a aréola, faça o esvaziamento manual antes das mamadas, quando os seios estiverem rijos por causa do excesso de leite, no final das mamadas para soltar o mamilo coloque o dedo mínimo comprimindo bem a aréola perto da boca do bebê, não utilize sabonete (lave os seios só com água na hora do banho).
A limpeza excessiva resseca a pele, facilitando o aparecimento de fissura (rachaduras), não use lubrificantes ou hidratantes nos seios - eles tornam a pele da aréola fina e muito sensível, propiciando rachaduras, e não utilize bomba para a retirada do leite.
 
E como tratar das rachaduras?
A mãe deve continuar amamentando, só que em intervalos menores e com mamadas de menor duração, não utilize mamadas porque não fazem bem à criança e não curam fissuras.
A fome faz com que a criança sugue com mais força, o que agrava as fissuras, se você não suportar a dor, retire o leite por a pressão manual e ofereça à criança com uma colherinha, até que você tenha condições de amamentar novamente.
Lembre-se: banhos de sol auxiliam a cicatrização e prevenção das rachaduras.
 
E se a mama inflamar?
Vá ao Centro de Saúde e lá você obterá a orientação necessária ao tratamento. Você pode continuar amamentando o bebê no seio que estiver bom. E não se preocupe: as drogas normalmente utilizadas no tratamento (analgésicos, antitérmicos e antibióticos específicos) não prejudicam a criança.
 
E no caso que a mãe trabalha fora?
Nesse caso, ela deve dar o peito livremente sempre que estiver em casa, além disso, é preciso retirar o leite do peito por pressão manual, e colocá-lo em um frasco bem limpinho, deixando-o para ser oferecido ao bebê enquanto estiver fora de casa. O leite pode ser conservado por 12 horas em local fresco, ou por 24 horas, na geladeira desde que não haja restos de mamada nesse frasco.
Não se esqueça de lavar as mãos com água e sabão antes de retirar o leite do seio. No trabalho, esvazie as mamas sempre que senti-las cheias (a cada 2 ou 3 horas).
 
Só o leite, então é suficiente para alimentação?
Até seis meses de idade, se mãe der o leite materno sem interrupções, ele supre todas as necessidades nutricionais do bebê. Depois dessa idade, a criança precisa receber outros alimentos, começando com suco de frutas, papas de frutas e refeições salgadas.
 
Já se pode, então, retirar o leite materno?
Isso não quer dizer que o leite materno seja abandonado, ao contrário, o aleitamento materno deve ser mantido até o final do primeiro ano de vida. Pois com ele, o bebê crescerá sadio e protegido de uma série de problemas, principalmente das infecções intestinais (diarréia) que podem ser extremamente graves.
 
Existem obstáculos à amamentação?
Sim, mas são muito raros, algumas situações podem contra-indicar a amamentação, como certas doenças: febre, tifóide, febre amarela, hepatite B, AIDS e etc... cuja contaminação também podem ocorrer pelo leite. Outras conta-indicações são doenças mentais graves e tumores maternos.
 
E ai mulherada? estão gostando da matéria publicada? O que vocês estão achando? Podem dar a opinião de você, que com certeza seerão muito bem aceitas. 
Bom, vou fazer o mesmo esquema, continuar publicando a matéria em outra página, pois assim não fica muito cansativo para vocês leitores.
 
Beijinhos...
 
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